(Foto: Felipe Fachini/Divulgação FC Cascavel)

Orgulho da cidade

É fato que cidade de Cascavel respira futebol. Por anos o povo cascavelense esperou, esperou e esperou por um time que lhes representasse, pois bem. Eis o FC Cascavel.

Aqui, é assim. Quando o torcedor sente que não vai dar liga, abandona. Foi isso que as “outras serpentes” sentiram na pele. Com o FC Cascavel foi diferente. O torcedor sempre esteve ao lado do clube, e o clube sempre esteve ao lado do torcedor, é uma relação coerente, movida a paixão e lealdade.

E por ironia do destino, a torcida aurinegra não pode estar presente no Estádio Olímpico nesta quarta-feira (08), dia de um feito gigantesco para a história do clube. Cá entre nós, o Olímpico Regional seria palco de uma festa jamais vista neste estádio. Mas o momento quis ser assim, no entanto, mesmo sem a presença do público, os jogadores do FC Cascavel os fizeram presentes, na ponta de suas chuteiras.

Curiosamente, o motivo que levou o FC Cascavel à sua primeira final de um Campeonato Paranaense, foi o motivo que trouxe o clube até aqui. Em 2014, o desconhecido “FCC” lutava pelo titulo da Série B Estadual, contra o Nacional de Rolândia. O título veio de maneira épica, com dois gols nos acréscimos da partida. Perdendo por 1 a 0, o time aurinegro demonstrou toda sua garra e buscou o resultado. O zagueiro Maurício (hoje no Cianorte) acertou um tirambaço de longe e empatou. Em seguida, o gol do título. Após levantamento na área, William testou firme de cabeça, e virou o jogo. Era dado o primeiro passo, rumo a ascensão meteórica de hoje em dia.

A última dança contra o Athletico

E neste oito de setembro, de 2021, o confronto diante do Athletico-PR entrou para o Hall de grandes partidas do FC Cascavel.

Durante a semana, o time do técnico Tcheco sofreu um surto de Covid-19 no plantel, fora os desfalques, e os lesionados; o FC Cascavel entrou em campo com 14 atletas disponíveis para jogo. O adversário era nada mais, nada menos o Athletico-PR, atual campeão paranaense, time que disputa às semifinais da Copa Sul-Americana deste ano. É bem verdade que o Furacão não vive um bom momento, mas tem que respeitar. E respeitou.

O time do FC Cascavel entrou em campo e jogou o seu futebol, diferentemente dos comandados de António Oliveira que entraram de “salto alto” e se contentaram com um gol logo no inicio do jogo. Após o feito, pensaram ter o resultado em mãos, e abdicaram de jogar bola.

O estilo de jogo que o Athletico adotou após abrir o placar, me fez lembrar daquele péssimo time da Espanha na copa de 2018, um toca-toca e nada, sem objetividade, aliás, algo que detesto quando assisto uma partida de futebol. O que me conforta é ver o fracasso destes times no final.

O resultado foi construído em detalhes. Talvez o principal deles, seja inusitado. A presença de Wyllian Sotto. Simplesmente, Wyllian Sotto: o cara da partida. Que bolão jogou. Ditou o ritmo do time com toques rápidos e objetivos, e provou que tem seu valor, apesar de amargar o banco de reservas desde o inicio da Série D. O meio-campista construiu sua jogada pelo lado direito e cruzou com a ‘mão’ para Rogério empatar. No segundo gol, ele bateu escanteio na medida para Léo Itaperuna fazer o gol da virada – Léo voltou a balançar às redes após sete jogos sem marcar – alguém ainda duvida do Maestro Pifador Sotto?

Simplesmente Wyllian Sotto, melhor homem em campo (Foto: Felipe Fachini/Divulgação FC Cascavel)

Final do Paranaense e Série D

Agora, o FC Cascavel irá fazer uma final do interior, diante do Londrina. O time do técnico Tcheco é debutante em finais do estado. Por ter superado o Furacão, o time aurinegro passou a ter a melhor campanha, ou seja, fará o jogo de volta da decisão no Estádio Olimpico Regional. Antes, o FC Cascavel visita o Cianorte neste domingo (12) pelo mata-mata da Série D.