Cascavel assume crise ao protestar contra arbitragem

Cascavel ‘na bronca’ com a arbitragem (Foto: Daniel Malucelli)

Uma notícia vinda do Futebol Clube Cascavel, me chamou a atenção. E chega a ser engraçado como os clubes assumem a própria crise. Depois de duas derrotas seguidas para o Azuriz, acumulando três jogos sem vencer, a direção da Serpente Aurinegra descobriu de quem é a culpa pela queda técnica da equipe. E pasmem, para eles, a culpa não é dos jogadores, nem da comissão técnica, e sim, da arbitragem. Pelo menos foi o que interpretei.

Vamos entender a situação. Nesta terça-feira (07), o Cascavel informou que encaminhou um ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e a Federação Paranaense de Futebol (FPF), pedindo providências às entidades, em relação aos frequentes erros de arbitragem em seus jogos, alegando que havia sido prejudicado. Uma choradeira só.

O Cascavel questiona três lances. Uma não marcação de pênalti contra o Juventus, em partida válida pela sexta rodada. No lance, o lateral-esquerdo do Cascavel, William Simões, cruza na área, e a bola bate no braço do defensor do Juventus. Para ser justo, foi um pênalti claro!

Os outros lances contestados são no mínimo discutíveis. Ainda na partida contra o Juventus, o camisa 10, Wallace teve uma disputa de bola com o lateral-direito Michel, neste lance, a direção da Serpente pediu expulsão do atleta do Juventus.

A contestação mais irônica, foi a não marcação de um pênalti contra o Azuriz, em jogo no Estádio Olímpico. Depois de uma tabela, o lateral-esquerdo Jamerson intercepta a jogada do Cascavel, e a bola esbarra na coxa do jogador. Para a direção do Cascavel, pênalti claríssimo.

A verdade é que a direção do Cascavel, juntamente com a comissão técnica, precisam se preocupar com o elenco, e esquecer a arbitragem. Quem assiste aos jogos do Cascavel sabe muito bem que o problema é outro. 

Com a contratação dos novos jogadores, criou-se certa expectativa de que o clube brigasse por uma vaga na Série C. O que vimos, foi uma equipe com a mesma postura adotada no Paranaense: sem volume de jogo, refém de esquema tático, campeã em posse de bola, pobre em criação. Esse tem sido o Cascavel. Não adianta comemorar vitórias em jogos contra Aimoré, São Luiz, Prospera, obviamente que essas equipes serão presas fáceis para o Cascavel, sem desmerecimento. Os problemas começam a surgir a partir do momento em que o Cascavel enfrenta uma equipe organizada, e depois da primeira fase, só é pedreira. 

Agora não é momento de apontar culpados. O momento pede trabalho e foco em buscar a evolução da equipe, e isso é necessário, pois o torcedor está chateado, basta olhar para as cadeiras vazias no Olímpico…

*Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do site.

Gabriel Porta
Estudante de jornalismo no Centro Universitário FAG. Redator no Jornal Gazeta do Paraná, editor de vídeo na TV Tarobá e co-fundador do De Prima PR.

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