O resultado foi bom, o jogo não

Foto: Daniel Malucelli/FC Cascavel

Não é nenhum segredo que o Cascavel do Tcheco adora empatar fora de casa, contra o Coritiba não foi diferente. O time jogou pelo zero a zero e conseguiu o seu objetivo. Empatar com um time da série A fora de casa não pode ser visto como um resultado ruim em nenhuma hipótese, mesmo se tratando de um Coritiba mexido e com a cabeça no Atletiba da rodada seguinte.

Não há muito o que falar da partida, o Coritiba teve maior posse bola, mas na primeira etapa atacou de forma esporádica aproveitando os espaços deixados pelas subidas dos alas e forçando o jogo em cima do zagueiro Lucas Oliveira. No segundo tempo, o time da capital só criou alguma coisa em lances de bola parada ou finalizações de longa distância, o goleiro Douglas precisou trabalhar para evitar o gol Coxa Branca. Merece destaque a fragilidade da defesa em lances de bola da parada que em boa parte das vezes levam bastante perigo ao gol aurinegro.

Ofensivamente o Cascavel pouco fez, na primeira etapa até tentou construir a jogada saindo do campo defensivo, mas a equipe pecou na hora de criar as chances de gol, o time até encontrou espaços para avançar pelas laterais, porém os cruzamentos são sofríveis, isso quando não optou pelo jogo direto que é basicamente devolver a posse de bola ao adversário. Já na segunda parte do jogo, Tcheco colocou velocidade no ataque e o time até conseguiu armar alguns contra-ataques, mas nenhum terminou em finalização no gol de Muralha.

Samuel e Balotelli mesmo quando rendem pouco produzem mais que os titulares, Tiarinha é sempre uma grata surpresa quando entra em campo, é um jogador com aquele espírito de boi bandido, trem desgovernado… O atacante pressiona a saída de bola adversária, divide no alto, tenta o drible, puxa a marcação etc. No pouco tempo que ficou em campo no Couto Pereira quase se torna o protagonista da partida ao dar um tranco em Henrique do Coritiba dentro da área lance que poderia facilmente ser assinalado pênalti, pouco depois o atacante lesionou-se e foi substituído por Jajá que sequer teve tempo de mostrar trabalho.

O placar foi justo tendo em vista que o aurinegro entrou com isso em mente e executou o trabalho da forma prescrita pelo treinador, que como salientou o goleiro Douglas ao final da partida, pediu para que o time marcasse como time pequeno.

Toda a emoção que ocorreu no último encontro entre as equipes em 2021, que terminou em um histórico 3 a 2 para a serpente na casa do adversário, faltou nessa partida. O resultado não foi ruim, mas alguns vícios permanecem e preocupam o torcedor. Balotelli é o melhor jogador do time na temporada e já havia atuado bem em algumas partidas da série D no ano passado, mesmo assim permanece na reserva.

O meio-campo continua inexistente, exceto pela ótima partida defensiva do volante França. O resto ainda causa preocupação, os zagueiros continuam sem opção de passe na saída de jogo. O ataque titular permanece pesado mesmo com a saída de Carlos Henrique, Núbio Flavio e Itaperuna pouco tocaram na bola, era de se esperar um time mais veloz buscando o contra-ataque por se tratar de um confronto contra o Coritiba, mas optou-se pelo mesmo ataque lento que ainda não funcionou nessa temporada.

Dia 22 o Cascavel recebe a Ponte Preta no Estádio Olímpico pela Copa do Brasil. neste jogo o empate não é uma opção, a serpente precisa ser agressiva, porém até agora o time mostrou não saber pressionar o adversário. Contra União e Paraná, partidas vencidas no final, o gol salvador saiu com muito sofrimento depois de um jogo monótono. As soluções são claras, até quando sofrer tanto atoa vai valer a pena?

Caio Guilherme
Estudante de jornalismo e dono perfil @portalfcc no Twitter.

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